[WTF] Balada sem Som..Bar na Rua Augusta promove festa do silêncio???

Publicado: 26/08/2013 em Cotidiano, Fotografia, Humor, Música, Notícias, Vida
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Adoo baladas, já fui em algumas ( Não quantas gostraia, nem as que gostaria..ainda) , e dentre essas lembro-me de uma onde eram forncecidos protetores auriculares para o excesso de som e oos ouvidos mais sensiveis de alguns… ( confesso que se quero silêncio não é em uma balada que eu iria)..

E depois de pensar nisso, vi a matéria reverenciando um Bar na região que está voltando a ser “baladeira”….a Rua Augusta..

E e lá que se encontra a balada Shhh!,

Festa estranha, com gente esquisita. O verso de Renato Russo em “Eduardo e Monica” define bem a primeira impressão que se tem ao chegar à festa Shhh! . A proposta do evento é simples mas bem diferente: em vez de caixas de som bombando, as músicas vão direto das picapes do DJ para os 400 fones de ouvido distribuídos aos frequentadores. O resultado é, no mínimo, curioso: gente cantando, gente pulando, mas sem nenhuma música tocando.

Ao mesmo tempo, também não é preciso gritar no ouvido de um amigo para que ele te escute e você terá certeza de que não chegará em casa com um zumbido chato no ouvido.

A curiosidade é um dos fatores responsáveis pelo sucesso da balada, que chegou à sua terceira edição essa quinta-feira (22), no Beco 203, na Rua Augusta, em São Paulo.

Além de não ter música externa, a festa chama atenção porque coloca três DJs tocando ao mesmo tempo. Cada um deles é responsável por um dos três canais dos fones de ouvido.

O canal 1 é de música pop, enquanto o 2 toca indie rock e o 3 traz rock clássico. Por isso, é comum ver gente cantando The Strokes enquanto uns dançam Rihanna e outros fazem “air guitar” ouvindo AC/DC.

Para Gilmar, 23, que frequenta a Shhh! desde sua primeira edição, esse é um dos pontos fortes da festa. “Eu acho sensacional porque me sinto à vontade para mudar o estilo de música na hora que eu quiser, sem precisar pedir para o DJ”, diz.

Breno Oliveira, 28, um dos DJs da balada, confessa que há uma pequena rivalidade entre quem está tocando. “O mais engraçado é que os DJs ficam competindo para ver qual é a estação que está ganhando”, revela. Ele ficou no comando do canal indie e fez a pista cantar Arctic Monkeys e Two Door Cinema Club. Raul Ramone, 29, responsável pelo rock clássico, tem uma tática. “Eu sempre tento colocar músicas com refrão, pra galera cantar junto”, conta.

A única forma de saber o que os outros estão ouvindo é por meio dos gritos. A todo momento, um grupinho começa a cantar uma música e letras dos Beatles competem contra versos do Mc Catra e de Anitta na voz dos baladeiros. Já Lívia, 24, e Luís Henrique, 24, usam um método mais convencional para saber se estão ouvindo a mesma música. “Um pergunta o que o outro está ouvindo e sintonizamos no mesmo canal”, conta Lívia.

Para descobrir o que os outros estão escutando, a técnica é diferente. “Você chega na pessoa, dá um cutucãozinho e faz uma dancinha ou toca uma guitarra imaginária. Dependendo da resposta, você sabe o que ela está ouvindo”, ensina Luís.

Para eles, a nova experiência é curiosa. “É diferente, você tira o fone e está tudo silencioso”, diz Luís. “Ao mesmo tempo, é a melhor coisa do mundo. Você está ouvindo o canal pop e de repente tem um cara gritando ‘Dancing With Myself’. É bizarro”, completa Livia.


Edu Cesar

Luís Henrique e Lívia aprovam a festa. “Você está ouvindo o canal pop e de repente tem um cara gritando ‘Dancing With Myself’. É bizarro”

Festa para quem gosta de música

Se a balada convencional é um ótimo lugar para conhecer pessoas, alguns frequentadores acham que os fones de ouvido tornam as interações na Shhh! um pouco mais complicadas, apesar do silêncio. “É complicado porque não dá para conversar, não dá pra chegar em alguém. É difícil para quem vem pra paquerar”, analisa Karen, 25.

“Quando você tá numa balada normal, você conversa com todo mundo, aqui você tá com seu fone e dançando, não interage”, completa Renan, 26. Mas eles garantem que é melhor ouvir música no fone na balada do que em casa. “Aqui, pelo menos, você pode tirar o fone e conversar com alguém”, diz. “Esta festa é para quem gosta de música”, define Lívia.

Mas Raul Ramone acredita que, na verdade, as interações são maiores nesse tipo de balada. “A gente vê que a galera interage muito mais entre eles. Uma rodinha canta uma coisa, outra rodinha canta outra”, observa. Breno Oliveira também considera que os fones ajudam quem vai só para conhecer gente nova. “Se você quiser conversar com alguém, é só tirar o fone e falar”, explica.

Público e DJs concordam em uma coisa: a festa tem tudo para continuar crescendo. “Tem um público que iria curtir bastante”, acredita Karen. Já Gilmar espera que a balada se expanda. “As outras festas deveriam enxergar isso como uma tendência e aderir a essa nova realidade”, afirma.

Apesar da boa experiência, alguns frequentadores ainda preferem as baladas convencionais. “Eu curti, mas ainda prefiro a balada normal”, confessa Karen. Já o DJ Raul Ramone não esconde onde prefere tocar. “Eu prefiro festa com barulho, o silêncio é muito chato.”

 

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