Impaciência: quando 250 milissegundos é tempo demais

Publicado: 02/10/2012 em Cotidiano, Internet, Programação
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O seu nome popular é “milésimo”, e todo mundo pensa nele como a menor fração de tempo de um cronômetro. Pode parecer um espaço de tempo curtíssimo, mas engenheiros do Google descobriram que não é tanto assim: em um estudo que quer dar um jeito de deixar a internet rápida ainda mais rápida, os pesquisadores concluíram que 400 milissegundos (ou 4 décimos) já são uma espera impaciente para quem está em frente a um computador.

Estes 400 milissegundos são o tempo necessário para um piscar de olhos. E um cientista da Microsoft, Harry Shum, afirma: uma diferença de apenas 250 milissegundos (pouco mais do que a metade, portanto) entre a velocidade de um site e outro já é suficiente para que o usuário visite o site mais rápido com maior frequência.

Esta nova busca desenfreada pela rapidez, verificada em testes com usuários e com as empresas de internet, dá origem a novos nichos de mercado. Uma das maiores especialidades da Akamai Technologies (empresa americana de computação), atualmente, é procurar justamente aumentar a velocidade do acesso aos sites de seus clientes.

Uma pesquisa de 2009, por exemplo, foi focada em um fator exclusivamente mercadológico: sites de compra pela internet. Eles descobriram que os compradores online esperam, em média, não mais do que dois segundos para que os dados do produto apareçam na tela. Se a demora for superior a três segundos, a tendência é que o cliente feche o site e desista da compra.

No mundo dos smartphones e tablets, já está em curso uma verdadeira guerra pela maior velocidade. As empresas se preocupam com a velocidade específica de cada recurso da internet, por razões óbvias: o tempo de espera para uma pesquisa no google será sempre menor do que para um vídeo carregando, por exemplo.

Embora pareça que os engenheiros e cientistas da computação estão empolgados com esta nova cruzada em busca da internet rápida, alguns acham que isso chega a ser um exagero. Thomas Kurtz, um dos inventores da linguagem de programação BASIC, pioneira em vários aspectos, afirma que “os computadores e a internet de hoje em dia já estão rápidos o bastante” para seu gosto.

[TheNewYorkTimes]

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